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Remakes, adaptações e continuações. Seria o fim da criatividade em Hollywood?


Olá a todos os caros Rebobinantes de plantão. Bom, antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou contra os remakes, adaptações e continuações, muito pelo contrário, em postagens anteriores já venho falando do quanto essa nova empreitada do cinema tem me agradado. É certo que não estamos livres dos fiscos, que essa enxurrada de remakes e adaptações vez ou outra acabam produzindo, mas quando eles acertam... Ahhh isso não tem preço, mas ainda sim, percebo que tem havido uma carência muito grande de produções originais. Li uma matéria que falava justamente sobre esse assunto no site Páprica, que, diga-se de passagem, dos sites que acompanho esse é um dos meus favoritos.

Não é novidade para ninguém que poucos roteiros originais tem visto a luz do dia no cinema americano. Destes, menos ainda chegam a fazer sucesso e e estar entre os 10 mais vistos no ano de seu lançamento. Para demonstrar essa escalada dos remakes, adaptações e continuações, o site americano Short of the Week  criou um infográfico mostrando os Top 10 filmes de 1981, 1991, 2001 e 2011. Traduzimos a parte principal e o resultado você vê abaixo.


  É claro que adaptações e continuações não significam filmes ruins. É só ver os resultados de O Poderoso Chefão 2, Aliens O Resgate, Exterminador do Futuro 2 e por aí vai, mas o problema apontado aqui é a falta de conteúdo criado exclusivamente para o cinema chegando ao sucesso. Quem gosta de quadrinhos ou quem leu um livro e se apaixonou pela história sempre gostará de ver a obra adaptada para as telas grandes. Mas quão gratificante é assistir a um bom filme que não se tem ideia de como vai acabar?

Hollywood continua comprando roteiros originais de qualidade, mas parece que o público liga apenas para filmes que tenham um apelo baseado em outra mídia. Passamos meses reclamando de como o uniforme de tal super-herói ficou mal adaptado, ou como mudaram aquela passagem importantíssima do livro, mas esquecemos de prestigiar filmes com roteiros criados exclusivamente para a tela grande. Será uma sinal de nosso tempo, ou uma escalada inevitável da cultura pop em vários meios se unindo para quebrar barreiras?

Pessoalmente prefiro acreditar na segunda opção. Produzir cinema é extremamente caro, mesmo com a recente democratização de câmeras HD e a facilidade da divulgação via web. Uma boa ideia ainda é muito mais fácil de ser produzida escrevendo um livro, criando uma história em quadrinhos ou um jogo de videogame. As etapas são mais curtas, a quantidade de dinheiro e pessoal envolvido é consideravelmente menor e a possibilidade de o resultado ficar satisfatório é muito maior. Sinceramente gosto de acreditar que estamos rumando para uma época onde a criatividade no cinema não está diminuindo, mas sim a quantidade e qualidade de conteúdo criado com sucesso para outras mídias é tão grande que se torna impossível o cinema não se tornar apenas mais uma faceta dessa cultura multimidiática. Chegará um tempo onde as crianças terão dúvidas se Thor foi um personagem que nasceu no cinema e virou histórias em quadrinhos ou o inverso. E isso não é necessariamente ruim. Nossa sociedade é cada vez mais multimídia e por que razão iríamos querer que ela não fosse?

Mas por favor, parem com os remakes ruins.

Fonte ( Páprica )

13 Comentários:

Eduardo Montanari rebobinou e disse...

Acredito que seja uma moda, uma tendência. A geração de jovens de hoje é ao mer ver estranha, originalidade demais as vezes parece que lhes funde a cabeça e acho que a industria do entretenimento percebeu isso, por isso refilmam, relançam e readaptam. Eu particularmente até gosto, mas isso quando o remake faz jus ao original.

Sissym rebobinou e disse...

Marcos,

Eu creio que o tempo de minha infancia e adolescencia - brincava mais, imaginava mais, para fazer um trabalho escolar precisa pesquisar, imaginar e criar - deixou para o mundo os ultimos seres pensantes e inovadores. A era da informatica tudo ficou fácil: Control C e Control V. Eu me lembro quando trabalhei numa firma de engenharia, que os estagiarios de arquitetura só sabiam criar no autocad, não tinham pratica com reguas e calculos. Isso era executado pelos antigos.

Imagine só... em quantos outros ramos?!

Num mundo que cada vez mais as pessoas estão indiferentes e solitárias, como escrever uma nova canção que seja inesquecível?! Não... são tantas regravações e novas interpretações.

E... nas telinhas, veja bem, até as novelas brasileiras. Porque deram muito certo no passado, as pessoas gostam, vai vender e dar ibope.

Beijos

Marcos Mariano rebobinou e disse...

Eduardo Montanari

Sissym

Concordo com vcs, essa geração pouco tem a acrescentar,é uma geração acostumada com enlatados, produtos prontos, e digerir algo que vc já conhece é bem mais fácil que tentar entender o novo, por isso essas produções fazem tanto sucesso, mas de contra partida nos mostra um pouco do que o futuro nos reserva, que é a junção das mídias.

Abraços

Angelus rebobinou e disse...

Ultimamente as adaptações dos quadrinhos têm surpreendido positivamente; algumas continuações também; já os remakes não são tão marcantes quanto os originais, na minha opinião.
Realmente é dificil ver algo feito exclusivamente para o cinema hoje em dia que vire sucesso. É mais fácil arriscar numa fórmula de sucesso já conhecida, que deu certo tempos atrás e tentar trazer um público novo para ela.

Milene Lima rebobinou e disse...

Fiquei surpresa com essa estatística agora. Tudo bem que as continuações e adaptações são bacanas, podem dar certo, mas a indústria é tão gigantesca que deveria caber tudo, né? E se o público continuar a preferir esses dois itens ao invés das histórias originais, a tendência é que sejam cada vez menos produzidos. Será?

Me deixa responder aqui o teu comentário lá do Inquietude? Eu adorei a sua explanação e concordo muito com ela. Me referi ali não necessariamente apenas às relações de amor, mas a todos os elos de amizade, cumplicidade, e tals. É sempre ruim quando perde a importância pra um dos dois lados.

Obrigada pelas palavras.
Beijo!

Pecado Capital rebobinou e disse...

Eu acho que isso é sim falta de criatividade.
Faz tempinho já que não vemos um roteiro inédito ser SUCESSO.
Adaptação de historias antigas é o que se vê.
Tem ate concursos de roteiro,mas nada de bom é criado.
Marcos, obrigado pelo carinho de sempre e te desejo SUCESSO.

Sérgio Santos rebobinou e disse...

Olha, Marcos, não acho que o problema seja falta de criatividade e sim a crise, que lá anda muito complicada. Apostar em uma produção que já foi um sucesso acaba sendo mais vantajoso em virtude de garantir mais um retorno financeiro quase certo, ao invés de dar um tiro no escuro. Acho que quando essa situação melhorar, os remakes diminuirão. Abrs

Cecilia sfalsin rebobinou e disse...

Ei Marcos..

Tudo bem?

Pois é meu amigo, os tempos passam e com eles passam também o que tínhamos de bom a originalidade , o que é pra ser melhor acaba perdendo o encanto,talvez dê certo , mas ainda sim sem o encanto do real com readaptações pouco criativas..

Abraços e bom final de semana pra ti..

É comigo??? rebobinou e disse...

Eu tenho notado um ciclicismo, uma uniformização,uma repetição,uma idiotização do conteúdo televisivo que matam bilhares de neurônios por episódios.Note programas como Zorra Total, Turma do Didi, Os Caras de Pau...E olhe produções de programas de auditório como o da Eliana, todos padronizados, com até ao ponto da Ana Hickman e ela aparecerem com o mesmo vestido no mesmo dia!Os programas de reality show...Eu acredito no que disse, mas acho que os meios de comunicação tentam desde sempre limitar o raciocínio crítico, a inteligência, a moralidade...Aposto no que disse, mas creio na desconstrução do ser através desses veículos...Desculpe não ter tempo pra esclarecer o que penso com mais detalhes, parece meio doido, mas se for olhar como esses veículos tem moldado nossa cultura dá pra tirar algumas conclusões assustadoras!

Anônimo rebobinou e disse...

Eu acredito que isso seja uma fase pela qual o cinema esta passando, não acredito que isso perdure.

Abraços Bill

Jeniffer Yara rebobinou e disse...

Essa onda de remakes no cinema e na TV com as séries me deixou um pouco apreensiva também, pela falta de criatividade, fiquei chocada em ver que em 2011 não teve nenhum roteiro original muito visto D: Uma pena, mas é como você falou, as outras mídias estão ganhando mais destaque e tanto que o cinema vai na onda delas, e espero que seja assim, no caso dos livros! Hoje tá mais fácil falar dos filmes que não são baseados em livros ou de filmes que não tem livros do que ao contrário '-' rs Mas se for pras pessoas lerem mais, que seja assim o/

Beijos ;}
Meu outro lado

hercules rebobinou e disse...

Bem abordado o assunto, tem continuações que sim, vale a pena assistir, em compensação... abraços.

Jacques rebobinou e disse...

Olá, Marcos.
Concordo que a enxurrada de remakes é um sinal de falta de criatividade (e preguiça intelectual, já que a franquia já tem fãs definidos) e economia, já que não se precisa pagar pra a se adquirir os direitos de novos personagens.
O que ocorre também é que sempre existirão os xiitas de plantão, como o caso de um amigo meu que diz que o reboot de Star Trek de J. J. Abrams não é Star Trek, por não se passar na mesma linha temporal.
Enfim, sempre existirão filmes bons, excelentes e ruins, e não faz muita diferença se são remakes ou não, basta sabermos escolher.
Abraço.

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