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Quem diria! O Super-herói lanterna verde saiu do armário



Aos caros Rebobinantes, meu olá. Bom galera, a ideia de fazer esse post surgiu de uma forma bem curiosa. Estava eu conversando com um amigo sobre o Anime Dragon Ball Z, pra quem não sabe sou fã de Animes, ( Anime é todo e qualquer desenho animado que venha do Japão ), na verdade sou fã de alguns e Dragon Ball Z é um deles.
Como dizia, estava eu e esse meu amigo a conversar sobre esse Anime, e falávamos justamente sobre o fato desse ser um dos poucos desenhos onde seu personagem principal no caso o Goku e demais personagens que compõe a trama, constituírem família, com mulher, filhos, genros (no caso do Goku nora) e netos. Coisa rara de se vê, seja em desenhos animados da TV ou nos quadrinhos, pois em sua maioria os heróis são solitários e de sexualidade não definida claramente. E foi ai que nos veio o pensamento de que talvez alguns desses heróis pudessem ser gays e pesquisando um pouquinho sobre esse assunto na net, cheguei ao Lanterna Verde e outros.


Esse é o Goku, em seu enlace matrimonial

DC Comics revela que Lanterna Verde é gay

Seguindo os passos de sua concorrente Marvel, que casou o mutante Estrela Polar com seu namorado Kyle Jinadu, na edição numero 51 da “Astonishing X-Men” , a DC (Empresa dona de personagens como Batman, Super-Homem, Flash e Mulher Maravilha) resolveu aproveitar para dar um reboot em um de seus personagens do mundo “Earth 2” e reintroduzir o Lanterna Verde original, lá da década de 1940, agora como gay. No conceito do mundo de “Earth 2”, nós temos os heróis originais da “era de ouro” dos quadrinhos da DC em uma versão alternativa (a tal da Terra 2).

 Casamento do mutante Estrela Polar com Kyle Jinadu, na edição numero 51 da “Astonishing X-Men”

Mas primeiro vamos entender esse negócio de reboot. Como o termo já indica, um reboot é quando se pega toda a história já existente de uma personagem e passa-se a ignorar tudo, dando um reset mesmo, e então os autores tem toda uma nova história pra começar. Então vai-se mudando alguns conceitos, o nome do super herói por detrás da máscara, e tudo mais. O Alan Scott é o primeiro Lanterna Verde, e os outros não são necessariamente encarados como “herdeiros” ou novos Lanternas Verdes. E essa peculiaridade se deve ao cargo de Lanterna Verde (sim, é um cargo). Para aqueles que não estão familiarizados, os Lanternas Verdes são, simplificando, como uma “tropa de polícia”. Então na realidade existem milhões de Lanternas Verdes, de milhares de espécies do universo, e nada impede que exista mais de um Lanterna Verde que seja humano/terrestre ao mesmo tempo, em teoria é claro. Se você viu o último filme que saiu já sabe de tudo isso.  



Mas todo esse conceito extraterrestre policial é moderno, e na época do Alan Scott (lá em 1940 e lá vai fumaça), era toda uma coisa mística, e ele era “o super-herói que tinha um anel mágico e combatia o crime”. E esse de certa forma é o conceito “mãe” de todos seus sucessores. Até que resolveram dar um “ultimate” reboot no Alan, e ai na versão atual, mais de 70 anos depois de sua criação, ele vem Gay. E já com namorado, pedindo em casamento e dando beijo na boca, pacote completo. Tudo quase que ao mesmo tempo, evidentemente mostrando que a DC vai correr atrás do público gay e levando todo mundo pra dentro do debate do casamento gay.

Enquanto isso, o roteirista, James Robinson adiantou: vem mais por aí. Em entrevista ao site da revista The Advocate, Robinson diz que: "Tem outro personagem[gay] mais para a frente, mas é um personagem que vai demorar para aparecer, então talvez seja cedo demais para falar nele. Alan Scott não será o único personagem gay em Earth 2, eu garanto."O escritor também comentou que também haverá mudanças de gênero - heróis que vão virar heroínas, ou vice-versa - e de raça em Earth 2. O Eléktron, por exemplo, deve ganhar versão feminina.
As ações são parte de um esforço da indústria de quadrinhos - que inclui o primeiro casamento gay na Marvel - de diversificar seus personagens, tornando-os mais coerentes com a diversidade do próprio público.

  
Fonte( Blyme, Omelete imagens tiradas do Google )

10 Comentários:

lucidreira rebobinou e disse...

Tem é tempo que estou por fora dos desenhos em quadrinhos nas revistas, desde a década de 70 que não os leio, você realmente nos remete a ter uma postura de rever este conceito de voltar a ler, mas, eu com a TV paga fico em ver aminações televisivas.
Boa matéria, o resto de conceitos Gay eu fico fora de comentar. Sem polêmica.
Abraço

Milene Lima rebobinou e disse...

Então o cara lá me "trollou"? Rsrs... Conheço pouco as expressões twiteiras.

Bacana aqui, vi os posts mais antigos e calhou do último ser justo um que eu não dou conta, sobre animação, história em quadrinho, etecéteras... Uma amiga costuma dizer que eu não tive infância, pois pouca coisa eu via de desenho animado e super-heróis conheço uma meia dúzia. Tá bom, né não?

Voltarei, é claro.
Beijo!

Barbie Californiana rebobinou e disse...

Nossa, nunca tinha pensado nisso...
Obrigada pela visita em meu blog.
Abraços e linda semana! ;)

Flavio Ribeiro rebobinou e disse...

Olá Marcos,
É claro que a empresa que faz os quadrinhos deve se adequar a nova realidade dos seus leitores, e a inclusão de personagens homossexuais por exemplo é, no meu modo de ver, bem inteligente.

No entanto penso que deveriam criar novos personagens para esse fim, e não pegar personagens consolidados com o público, como o Lanterna Verde, e alterar sua identidade...

Ficou bem legal!
Abraços, Flávio.
--> Blog Telinha Critica <--

Eduardo Montanari rebobinou e disse...

Eu vejo a coisa pelo seguinte prisma: O anel é dele e ele o fornece para quem bem quiser. Além do que eu acho muito bonito o amor livre.

Angelus rebobinou e disse...

Oi Marcos.
Tomara que essa jogada de marketing dê certo. Se por um lado pode atrair o público gay, por outro pode afastar os mais "classicos", acostumados com as coisas como eram.
Eu pessoalmente gosto dessa repaginada em algum herois, como o novo Homem-Aranha negro. Uma mudança de gênero também seria bem interessante. Imagina a Mulher-Aranha? rsrs.

Tenha uma boa semana. Abraço.

Sissym rebobinou e disse...

Marcos! Oieeee...

Estou um pouco por fora sobre alguns desenhos, especialmente a moda-mania japonesa, mas, wow... eis a modernidade e a liberdade expressada em traçados!

BEIJOCAS

Cecilia sfalsin rebobinou e disse...

Ei Marcos...
Pelas poucas vezes que vi este desenho realmente seu artigo é revelador, embora pouco me concentro em desenhos animados , e ao mesmo tempo um conceito que se tornou comum ..

Abraços e grata pelas visitas majestosas em meus blogs, és sempre bem vindo..

Jacques rebobinou e disse...

Olá, Marcos.
Eu leio hqs de super-heróis desde 88, e atualmente leio estas hqs mais por autor mesmo, como Grant Morrison, Neil Gaiman, Warren Ellis e Alan Moore, já que existem muitos títulos e não vale a pena ler todos.
Sobre o reboot da DC, gostei de Superman, Batman, Stormwatch, Cavaleiros Demoníacos e Monstro do Pântano.
Os quadrinhos sempre devem se adaptar às mudanças de comportamento na sociedade, e o surgimento de super-heróis gays (ainda que de uma Terra alternativa, como é o caso aqui) é mais do que normal (na Marvel, os mutantes Rictor e Shaterstar também são homossexuais).
Abraço, Marcos.

Sérgio Santos rebobinou e disse...

Já havia lido sobre essa homossexualidade do Lanterna-verde. Confesso que nunca gostei dos quadrinhos de super-heróis, mas amei todos os filmes lançados. O mais recente do Batman é espetacular.

Também gosto de animes e ale´m de adorar Dragon Ball Z, sou um fã nº1 de Pokémon. Tb vi algumas temporadas de Digimon. Abração.

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